De la lucha contra las drogas al color de piel y la clase social

¿cuál es el impacto en la vida de los grupos marginados y quién sufre más con esta lucha?

Palabras clave: Desamparo estatal, Marginación, Políticas antidrogas, Prohibicionismo, Segregación social

Resumen

La esclavitud en Brasil dejó profundas huellas de racismo y exclusión social que aún persisten y afectan la vida de las poblaciones negras y periféricas. Incluso después de la abolición, la población negra permaneció marginada, sin apoyo gubernamental ni inclusión en las esferas sociales, lo que resultó en segregación socio-racial. La asociación entre pobreza, criminalidad y negritud perpetúa estigmas negativos, con efectos directos en la marginación de estas poblaciones. Basada en métodos cualitativos y cuantitativos y en el análisis documental, esta investigación examina el trato dispensado a las poblaciones marginadas y pone de relieve la incapacidad del Estado para garantizar derechos básicos, como el trabajo y la vivienda. Además, el estudio destaca la negligencia de las autoridades policiales en las periferias, donde la falta de oportunidades laborales lleva a muchos al comercio de drogas. La investigación también critica las políticas antidrogas que, en lugar de combatir eficazmente el tráfico, se enfocan en las poblaciones periféricas —en especial en el caso de la marihuana— de manera prejuiciosa. Las políticas antidrogas y el encarcelamiento masivo tienen un impacto desproporcionado sobre las poblaciones negras, agravando las desigualdades sociales y económicas. La lucha contra el tráfico de drogas a menudo se traduce en una guerra contra la clase social y el color de la piel, reflejando las raíces esclavistas de la sociedad brasileña. El estudio cuestiona la eficacia de las políticas públicas y señala el racismo estructural como factor central en la perpetuación de las desigualdades, evidenciando la necesidad urgente de políticas inclusivas y de combate al racismo.

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Biografía del autor/a

Josyane Mansano, Universidad de Marília - UNIMAR

Pós-doutorado em Direito (2022 -2023) pela Universidade de Marília - SP. Doutora em Direito pela Universidade de Marília - SP (2018-2021), Mestre em Direito pela Universidade de Marília (2010-2012), Bacharel em Direito pela Faculdade Maringá (2005-2009). Professora Colaboradora na Universidade Estadual de Maringá curso de Direito - DDP (2022 - atualmente). Coordenadora de projeto de extensão para ressocialização do autor de violência doméstica desenvolvido na Universidade Estadual de Maringá (2023). Atuou como docente no curso de Direito na Universidade Paranaense, Unipar - Campus de Paranavaí - Pr (2013-2016), atuou como professora colaboradora na Universidade Estadual de Maringá no curso de Direito - DPP (2013-2016), atuou como docente no curso de Direito da Univale - Ivaiporã (2012-2014). Advogada atuante inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil - Paraná sob o n. 53.966. Integrante das Comissões de Processo Civil e Compliance na Subseção da OAB Maringá (2022-atualmente). Presidente da Associação dos Amigos do Hospital da Criança de Maringá (2022-2024).

Higor da Silva de Paula, Universidad Estatal de Maringá - UEM

Estudiante de grado e investigador del Laboratorio de Ciencias Penales 2025 del Instituto Brasileño de Ciencias Penales (LAB-IBCCRIM); integrante del Proyecto de Extensión “Grupo de Diálogo Universidad-Cárcel-Comunidad” (GDUCC/UEM).

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Publicado
2025-11-08
Cómo citar
Mansano, J., & da Silva de Paula, H. (2025). De la lucha contra las drogas al color de piel y la clase social. Revista De Ciencias Jurídicas De La UEM, 8(2), e0011. https://doi.org/10.4025/rcj-uem.v8i2.77689