O surgimento da escravidão: notas críticas sobre um modelo biossociológico de explicação histórica

Autores

  • José Henrique Rollo Universidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v35i2.20928

Palavras-chave:

escravidão, história das ideias antropológicas, história das ideias sociológicas, biossociologia

Resumo

Entre as diversas explicações dadas nos últimos dois séculos para as origens da escravidão encontra-se a ideia de uma correlação lógica e histórica entre evolução dos meios de obtenção de alimentos e abandono do consumo antropofágico dos prisioneiros de guerra: ao disporem de maiores recursos proteicos, os vencedores optaram por não mais matar os vencidos, mas usá-los como escravos. Nas décadas de 1950 e 1960, o economista francês Maurice Lengellé escreveu diversos textos (alguns com Michel Cepède) nos quais apresentou uma interpretação biossociológica dessa ideia, a partir de uma distinção entre escravidão ‘simbiótica’ e escravidão propriamente dita (ou ‘parasitária’). Este artigo resume suas teses e as encaixa no âmbito mais amplo da história das concepções antropológicas e sociológicas modernas da escravidão.

 

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Biografia do Autor

  • José Henrique Rollo, Universidade Estadual de Maringá
    Formado em História pela UFRJ. Professor junto aos Cursos de História e Comunicação e Multimeios da Universidade Estadual de Maringá

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Publicado

2013-12-20

Edição

Seção

História

Como Citar

O surgimento da escravidão: notas críticas sobre um modelo biossociológico de explicação histórica. (2013). Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, 35(2), 237-247. https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v35i2.20928

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