Medo à morte e ao morrer em idosas institucionalizadas e não-institucionalizadas - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v31i2.6936

Autores

  • Luciene Pires de Araújo UCB
  • Denise Santoro Helmer UCB
  • Lucy Gomes UCB
  • Cláudia Cristina Fukuda UCB
  • Marta Helena Freitas UCB - Brasília

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v31i2.6936

Palavras-chave:

morte, medo, mulheres idosas, instituição de longa permanência

Resumo

No presente trabalho foi investigada a natureza dos medos relacionados à morte e ao processo de morrer em mulheres idosas, com 60 a 86 anos, identificando convergências e divergências entre dois grupos: 15 idosas institucionalizadas (II) e 15 não-institucionalizadas (INI). Foram realizadas entrevistas semiestruturadas, conduzidas individualmente e/ou em grupo, fenomenologicamente orientadas, gravadas e posteriormente transcritas. A partir da leitura flutuante do material discursivo, identificaram-se modalidades de medos que se ancoram nas conjecturas de Kastembaum e Aisemberg (1983). Em ambos os grupos, destacaram-se modalidades de medo relacionadas ao processo de morrer: em II, indignidade (40%); em INI, sofrimento pessoal (40%). Encontraram-se, também, outras modalidades não descritas pelos autores referidos, dentre elas: (de)negação e ausência de medo (33,34 e 13,33% para II, 20 e 6,66% para INI, respectivamente). O processo de categorização foi insuficiente para abarcar a complexidade de experiências vividas pelas idosas e respectivas verbalizações. Embora possível compreendê-las a partir de modelos teóricos previamente concebidos, uma série de impressões fugidias relatadas pelas mulheres idosas não se deixaram abarcar em nenhuma espécie de índex. Os resultados sugerem que a natureza dos medos relacionados ao processo de morrer está também associada às condições biopsicossociais das idosas estudadas: aquelas do grupo II tendem a temer, mais frequentemente que as do INI, o sentimento de indignidade que acompanha o processo de morrer, por estarem dependentes de outras pessoas. Para aquelas do INI, o medo de morrer tende a ser mais frequentemente relacionado a possíveis sofrimentos físicos que ocorram na hora da morte.

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Biografia do Autor

  • Luciene Pires de Araújo, UCB
    Aluna do curso de graduação em Psicologia, UCB
  • Denise Santoro Helmer, UCB
    Aluna do curso de graduação em Psicologia, UCB
  • Lucy Gomes, UCB
    Atualmente atua principalmente nas seguintes áreas: diagnóstico e tratamento das doenças prevalentes nos idosos, promoção da saúde dos idosos, atitudes diante da morte em idosos, exercícios físicos nos idosos e técnica de expressão corporal no tratamento de distúrbios cognitivos e comportamentais em pacientes com demência de Alzheimer. Faz parte de dois grupos de pesquisa registrados no CNPq: Aspectos biológicos e de saúde relacionados ao envelhecimento; e Envelhecimento e Educação a Distância. Currículo Lattes
  • Cláudia Cristina Fukuda, UCB
    Professora da graduação de psicologia, UCB
  • Marta Helena Freitas, UCB - Brasília
    Pós-graduação Stricto Sensu em Psicologia, Universidade Católica de Brasília

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Publicado

2009-10-13

Edição

Seção

Psicologia

Como Citar

Medo à morte e ao morrer em idosas institucionalizadas e não-institucionalizadas - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v31i2.6936. (2009). Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, 31(2), 213-218. https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v31i2.6936

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