A discursividade do racismo de cor: irrupção e deslocamentos históricos - doi: 10.4025/actascilangcult.v35i4.20279
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v35i4.20279Palavras-chave:
discurso, racismo, a priori histórico, arqueologia, genealogiaResumo
Ao discutir as concepções de a priori histórico, arqueologia e genealogia foucaultianos, o objetivo deste estudo é compreender as relações de poder, os jogos de força que fazem funcionar um discurso dito verdadeiro que estereotipa sujeitos e contribui para uma padronização identitária branca. Priorizamos entender a irrupção e deslocamentos dos resquícios de sentido que tem construído o ethos do branqueamento pelos discursos da estética e beleza, mediante a regularidade neles existente. Para tanto, partimos de dispositivos teórico e analítico: o primeiro ancora-se na Análise do Discurso de linha francesa, sob o crivo de Foucault (2006a e b, 2007, 2008, 2010a e b), bem como em teóricos das Ciências Humanas e Sociais, destacando entre eles Munanga (1988, 2006a e b), Guimarães (2004, 2008) e Domingues (2002, 2005); quanto ao segundo, o olhar do analista se alicerça sob a base teórica especificada em dialogicidade com as materialidades linguística e discursiva, oriundas do corpus constituído pelos discursos de rótulos e propagandas, recortando nestes especificidades que tramitam entre o imagético e o linguístico. A saber, as terminologias branqueia, pele, controle, frizz do cabelo, entre outras; quanto à imagem, os tipos possuidores de características historicamente privilegiadas, que atendem à lógica da padronização.
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