Representações do protagonismo feminino em Howards End, de E. M. Forster

Autores

  • Alexandre Menezes de Aguiar Secretaria de Educação do Amazonas.
  • Fulvio Torres Flores Universidade Federal do Vale do São Francisco

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v39i3.32175

Palavras-chave:

transições, classes sociais, capital cultural, sociedade inglesa.

Resumo


As personagens femininas de E. M. Forster têm grande importância nos romances do autor, uma vez que representam aspectos sociais, políticos e filosóficos da sociedade do século XX e, por meio delas, ele desenvolve suas observações sobre os principais acontecimentos que definem a sociedade. Em Howards End, as irmãs Schlegel Margaret, Helen e sua tia Juley representam a emancipação feminina e os aspectos culturais da burguesia. As irmãs têm seus caminhos cruzados com os de Ruth Wilcox, esposa de Henry, que vem auxiliá-las no momento de dificuldades quando o aluguel delas expira e decide entregar sua própria residência (Howards End) para elas. Além dessas, outras personagens importantes como Dolly, a senhora Avery, Evie e Jacky Bast são responsáveis por desempenhar certas atividades e representações no romance. A análise de suas personalidades e características permite uma abordagem mais objetiva daquilo que o autor realmente busca descrever no período de 1910. Logo, ao unir esses grupos de mulheres, podemos delimitar suas especificidades e atribuições, observando cada singularidade que elas têm. Essa abordagem dos núcleos familiares femininos permite uma análise sociocultural das três classes sociais representadas neste romance, a saber: elite econômica (Wilcox), burguesia (Schlegel) e proletariado (Bast) do início do século XX.

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Biografia do Autor

  • Alexandre Menezes de Aguiar, Secretaria de Educação do Amazonas.

    Mestre em Estudos Literários em Inglês pela Universidade Federal do Amazonas, cuja dissertação foi publicada pela editora Pedrazul sob o título Mudanças e transições da Inglaterra no século XX em Howards End de E. M. Forster. Residiu em Londres por vários meses onde aperfeiçoou o idioma Inglês. Trabalhou em diversas multinacionais no Brasil e Europa. Foi coordenador do Curso de Inglês e Espanhol da Faculdade Salesiana Dom Bosco (2010-2013), professor do Colégio Militar da Polícia Militar (2012-2014) e atualmente trabalha na Secretaria de Educação do Amazonas.

  • Fulvio Torres Flores, Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Doutor em Estudos Línguísticos e Literários em Inglês pela USP, cuja tese foi publicada pela Editora Humanitas com apoio da FAPESP sob título Da Depressão Econômica às raízes do macartismo: análise histórico-críticas de American Blues, coletânea de peças em um ato de Tennessee Williams. É Professor Adjunto no Curso de Artes Visuais da Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), onde também atua como Diretor de Arte e Cultura, e como Coordenador Geral do Programa Idiomas sem Fronteiras. 

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Publicado

2017-07-06

Edição

Seção

Literatura

Como Citar

Representações do protagonismo feminino em Howards End, de E. M. Forster. (2017). Acta Scientiarum. Language and Culture, 39(3), 313-320. https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v39i3.32175

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