Da atualidade de Os bruzundangas (e a escola moderna)
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v42i2.51644Palavras-chave:
literatura; educação; ética; sociedade brasileira.Resumo
Ao se observar alguns aspectos socioculturais do Brasil contemporâneo, percebe-se uma perturbadora semelhança com o país fictício da obra de Lima Barreto de um século atrás. O presente manuscrito busca empreender uma análise crítica sobre aspectos educacionais, relacionando ao período da atual situação sócio-político-econômica a que os brasileiros estão subjugados neste início de século, assim como os bruzundangas, no início do século passado. Barreto expõe mazelas sociais e éticas de uma sociedade que, ao olhar mais aprofundado, pouco se modificou. Para chegar a estas conclusões, foram utilizadas teorias de estudiosos contemporâneos voltadas à educação, como Toffler (1970, 1980), Morin (2003) e Bauman (2000, 2010), baseando-se nas análises de Maingueneau (2010). Ao se promover a reflexão crítica do período atual, tomou-se por base os noticiários e a vivência dos fatos em dispositivos de mídia. Ao se estabelecer esta proposta, busca-se evidenciar traumatismos socioculturais cruciais para se compreender a sociedade atual e o sistema educacional brasileiro. As considerações finais apresentam incompletudes e diagnósticos não conclusivos de um país complexo, continental, multicultural e racista, que pouco ou nada se modificou em relação à postura ética da sociedade.
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