Linguagem inclusiva e mudança linguística em tempo aparente: uma análise sociolinguística na cidade de Imperatriz/MA
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v46i1.69738Palabras clave:
mudança linguística em tempo aparente; atitude linguística; linguagem não-binária.Resumen
O tema da diversidade de gênero tem sido cada vez mais discutido e a reivindicação de uma linguagem não-binária tem se tornado mais comum em pesquisas linguísticas. Embora parte dos estudos encontrados tenha se dedicado a uma posição política ante ao uso da linguagem não-binária (Lau & Sanches; 2019; Fiorin, 2022), nosso interesse de pesquisa parte da disposição de investigar a atitude linguística (Coan & Freitag, 2011; Rodrigues, 2012; Freitag & Santos, 2016) de falantes do Português Brasileiro (PB), residentes na segunda maior cidade do estado do Maranhão, e uma possível mudança linguística em tempo aparente. Diante disso, surge o seguinte problema de pesquisa: de que modo falantes do Português Brasileiro (PB) agem em relação à utilização da linguagem não-binária na cidade de Imperatriz/MA e como isso pode estar relacionado a possíveis mudanças linguísticas em tempo aparente? Assim, a presente pesquisa tem como principal objetivo investigar as atitudes linguísticas de falantes do Português Brasileiro (PB), da cidade de Imperatriz/MA, em relação à utilização da linguagem não-binária, também conhecida como linguagem inclusiva, considerando uma possível mudança linguística em tempo aparente referente ao uso dessa linguagem. A abordagem metodológica é quanti-qualitativa e descritiva, conforme referenciado por Gil (2002) e Creswell (2010). Trata-se de um levantamento de dados sociolinguísticos, haja vista que recorremos à interrogação direta das pessoas cujo comportamento, ou atitude linguística, desejamos conhecer (Gil, 2002). Os principais resultados indicam que somente 38,30% dos informantes aceitam a forma linguística da palavra ‘coisinho’, exemplo dado de palavra invariável de acordo com a norma prescritiva. Além disso, apenas 34,04% dos informantes aceitam a forma linguística ‘todes’. Considerando o percentual relativamente baixo de aceitação das referidas formas linguísticas, podemos concluir que ainda não há uma mudança linguística em andamento relacionada ao uso da linguagem não-binária na comunidade de falantes da cidade de Imperatriz/MA.
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Referencias
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