Anabolizantes na graduação em educação física: um dilema ético-sanitário entre estudantes que praticam fisiculturismo
DOI:
https://doi.org/10.4025/jphyseduc.v31i1.3166Palavras-chave:
anabolizantes, expertise, educação física, fisiculturismoResumo
Este artigo trata do dilema enfrentado por estudantes-fisiculturistas de Educação Física que se dedicam a aprender, por conta própria, sobre o uso de anabolizantes para fins não terapêuticos em um curso de graduação vinculado à área da saúde. A noção de dilema ético-sanitário é desenvolvida a partir da articulação entre os conceitos de expertise, de Nikolas Rose, e o de risco em saúde, de Deborah Lupton. Entrevistas episódicas com seis alunos da graduação dos cursos de licenciatura e bacharelado em Educação Física de uma universidade brasileira foi a opção metodológica adotada. Como resultado, identificamos dois perfis de estudantes praticantes de fisiculturismo: um composto pelos que ingressaram no curso com o objetivo de aprender a usar anabolizantes; e outro que julgava já saber sobre e tinha por objetivo buscar uma certificação profissional universitária. Concluímos que o dilema ético-sanitário observado em ambos os perfis deveria ser tratado em aula nos cursos de graduação em Educação Física, pois o “silêncio curricular” sobre o processo de hipertrofia muscular pela via medicamentosa, associado à atmosfera de clandestinidade, pode favorecer a circulação de mais desinformação e ainda mais riscos ao público alvo deste estudo.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
•Os autores detém os direitos autorais, permitindo citações de seu conteúdo em outros veículos de informações científicas e técnicas.

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
