“I wanted to go back”: the affective dimension in the school transition of immigrant students from the perspective of Wallonian psychogenetics
Abstract
This study examines the emotional and affective impacts on immigrant students during transitions between the stages of basic education. Qualitative in nature, this ethnographic case study employed a methodological approach that ensured student agency in the production of research data. The research was conducted at a school within the São Paulo state public system with one of the highest concentrations of non-Brazilian students. It investigates how these students cope with emotional overload and the perception of being institutionally ignored. Findings indicate that bullying, racism, and a lack of support systems lead to symbolic exclusion, negatively impacting the development of these students. Grounded in Henri Wallon’s psychogenetics, the study advocates for the necessity of strengthening inclusive school practices that genuinely value and actualize diversity. It concludes that school transitions within basic education, when lacking adequate support, undermine the academic trajectories and mental health of non-Brazilian students.
Downloads
References
Abelson, M. I., Silveira, L. M., & Assis, S. G. de. (2023). Nas margens da insegurança: Investigações sobre crianças em situação de migração e refúgio. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 33, e33072. https://doi.org/10.1590/S0103-7331202333072
Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. (2009, dezembro). Diretrizes sobre proteção internacional n. 8: Solicitações de refúgio apresentadas por crianças. ACNUR. https://www.refworld.org/es/pol/posicion/acnur/2009/es/130754
Almeida, L. R. de. (2014). A questão do eu e do outro na psicogenética walloniana. Estudos de Psicologia (Campinas), 31(4). https://doi.org/10.1590/0103-166X2014000300013
André, M. (2005). Etnografia da prática escolar. Papirus.
Antunes, R. (2005). O caracol e sua concha: Ensaios sobre a nova morfologia do trabalho. Boitempo.
Barreto, B. T., Silva, J. M. S., & Prandini, R. C. A. R. (2024). Função tônica e afetividade: As manifestações corporais na escola. In Silva, J. M. S. & Prandini, R. C. A. R. (org.). Afetividade e formação de professores. Pontes Editores.
Bauman, Z. (2005). Identidade: Entrevista a Benedetto Vecchi. Jorge Zahar.
Bauman, Z. (s.d.). O medo dos refugiados. Fronteiras do Pensamento.
https://www.fronteiras.com/leia/exibir/zygmunt-bauman-o-medo-dos-refugiados
Bourdieu, P., & Champagne, P. (1997). Os excluídos do interior. In P. Bourdieu (Coord). A miséria do mundo (pp.481-486). Vozes.
Camargo, G. B., & Garanhani, M. C. (2022). A etnografia, o menos-adulto e a triangulação na pesquisa com crianças. Revista Educação em Questão, 60(64), 1–20. https://doi.org/10.21680/1981-1802.2022v60n63ID28542
Carli, F. D. (2018). Antes não, agora sim! Protagonismo juvenil... (Tese de doutorado). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. https://repositorio.pucsp.br/bitstream/handle/21293/2/Fl%C3%A1vio%20Dalera%20de%20Carli.pdf
Collins, P. H., & Bilge, S. (2021). Interseccionalidade. Boitempo.
Costa, G. (1969). Divino maravilhoso (C. Veloso & G. Gil, Compositores). In Gal Costa [LP]. Universal Music. https://www.youtube.com/watch?v=Emu4JrrfpM0
Dantas, H. (1992). Do ato motor ao ato mental: A gênese da inteligência segundo Wallon. In Y. de La Taille, M. K. Oliveira, & H. Dantas. Piaget, Vygotsky e Wallon: teorias psicogenéticas em discussão (pp. 35-97). Summus.
Elias, N., & Scotson, J. (2000). Os estabelecidos e os outsiders. WVA.
Fatyass, R., & Voltarelli, M. A. (2024). Agência, participação e protagonismo infantil. Revista Eletrônica de Educação, 18(1), e583999. https://doi.org/10.14244/198271995839
Fundo das Nações Unidas para a Infância. (2024, dezembro 4). Número de crianças desacompanhadas... https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/numero-de-criancas-desacompanhadas-e-separadas-migrando-na-america-latina-e-caribe-bate-recorde
Gaya, A. (2016). Projetos de pesquisa científica e pedagógica. Penso.
Ingold, T. (2015). Desenhando juntos: fazer, observar, descrever. In T. Ingold. Estar vivo: ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição (pp. 315-324). Vozes.
Junger da Silva, G., Cavalcanti, L., Lemos Silva, S., & de Oliveira, A. T. R. (2024). Observatório das Migrações Internacionais. OBMigra; Ministério da Justiça e Segurança Pública, Departamento das Migrações.
Lionetti, L., Coscia, V., & Zapiola, M. C. (2018). La historia de la educación en la Argentina. Prohistoria.
Mahoney, A. A., & Almeida, L. R. (2005). Afetividade e processo ensino-aprendizagem. Psicologia da Educação, (20), 11–30. https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=s1414-69752005000100002
Mahoney, A. A. (2000). Introdução. In A. A. Mahoney & L. R. Almeida (org.) Henri Wallon: Psicologia e educação (pp. 9-18). Loyola.
Malinowski, B. (1980). Objetivo, método e alcance desta pesquisa. In A. Zaluar (Org.), Desvendando máscaras sociais (pp. 39–62). Livraria Francisco Alves.
Martuscelli, P. N. (2017). Crianças desacompanhadas na América Latina. Revista Interdisciplinar de Direitos Humanos, 5(1), 77-96. https://www.researchgate.net/publication/318471825_Criancas_desacompanhadas_na_America_Latina_reflexoes_iniciais_sobre_a_situacao_na_America_Central
Merani, A. L. (1977). Psicologia e pedagogia. Editorial Notícias.
Pastoral da Criança. (2025). Migrantes e refugiados [PDF]. https://www.pastoraldacrianca.org.br/politicas-publicas/migrantes-e-refugiados
Sayad, A. (1998). A imigração ou os paradoxos da alteridade. EDUSP.
Silva, L. C. G., & Nogueira, S. N. (2025). O diálogo e a escuta pedagógicos: Uma relação indissociável. In M. A. R. S. Franco & L. C. G. Silva (Orgs.), Pedagogia(s) emancipatórias: Desafios e possibilidades (pp. 125–144). Leopoldianum.
Thomé, R. G. (2023). Crianças e adolescentes em situação de refúgio: da proteção social à integração local. Ed. PUC-Rio.
Tognetta, L. R. P., & Vinha, T. P. (2010). Bullying na escola. Educação, 35(3), 449–464. http://educa.fcc.org.br/pdf/edufsm/v35n03/v35n03a07.pdf
Waldman, T. C. (2012). O acesso à educação escolar de imigrantes... (Dissertação de mestrado). Universidade de São Paulo. https://doi.org/10.11606/D.2.2012.tde-15082013-101420
Wallon, H. (1971). As origens do caráter na criança. Difusão Europeia do Livro.
Wallon, H. (1986a). Os meios, os grupos e a psicogênese da criança. In M. J. Werebe & J. Nadel-Brulfert (Orgs.), Henri Wallon (pp. 168–178). Ática.
Wallon, H. (1986b). O papel do outro nas consciências do eu. In M. J. Werebe & J. Nadel-Brulfert (Orgs.), Henri Wallon (pp. 160–167). Ática.
Wallon, H. (2007). A evolução psicológica da criança. Martins Fontes.
Copyright (c) 2026 Teoria e Prática da Educação

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à Revista Teoria e Pratica da Educação o direito de primeira publicação
b) Esta revista proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, uma vez que isso permite uma maior visibilidade e alcance dos artigos e resenhas publicados.







