Joseph Jacotot no Brasil
ecos pedagógicos de um ressoar político
DOI:
https://doi.org/10.4025/rbhe.v23.2023.e281Palavras-chave:
Panecástica, Joseph Jacotot, Paulo FreireResumo
O artigo propõe uma leitura do projeto político e educacional da Filosofia Panecástica desenvolvida por Joseph Jacotot (1770-1840), fundamentado na máxima ‘tudo está em tudo’, para tratar da emancipação intelectual, em contraposição à onipresença do poder e do olhar vigilante do mestre sobre o aluno do Panoptismo. A partir da análise de fontes históricas do Império brasileiro, como a imprensa periódica oitocentista, o texto visa apresentar as rupturas do pensamento pedagógico de Jacotot perante a lógica institucionalizada da desigualdade das inteligências nos ritos da instrução escolarizada. Para isso, tem como foco a introdução da Filosofia Panecástica no Império brasileiro, trazendo visibilidade aos ecos que ressoam como fundo, por exemplo, na pedagogia da dialogicidade de Paulo Freire.
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