De las maquinaciones a las estratagemas

la representación de la acción jesuita desde la percepción de la decadencia portuguesa

Palabras clave: anti-jesuita, jesuitas, reformas pombalinas, Universidad de Coimbra

Resumen

En este texto, se analiza la representación de la acción jesuita en Portugal a partir del concepto de decadencia en la obra Compendio histórico da Universidade de Coimbra (1771). La literatura anti-jesuita construida por el ministerio pombalino describe el período jesuita como un tiempo de ‘oscuridad’. Además del debate entre antiguos y modernos, la percepción de decadencia del Reino recurrente en los escritos de los letrados portugueses reforzó la responsabilidad de los ignacianos en este escenario. Son vistos como el enemigo interno que conspira y maquina contra el cuerpo social y, por medio de sus Estatutos, provocaron la decadencia de la Universidad de Coimbra. El análisis busca profundizar la comprensión de la retórica anti-jesuita del ministerio pombalino y comprender los cambios en los paradigmas educativos modernos en el contexto portugués.

Descargas

La descarga de datos todavía no está disponible.

Biografía del autor/a

Rafael de Paula Cardoso, Universidade Metodista de Piracicaba, Piracicaba, SP, Brasil

Licenciado em história e doutor em educação pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP). Professor da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.

Thiago Borges de Aguiar, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Pedagogo e doutor em educação pela Universidade de São Paulo (USP). Pesquisador pós-doutorando na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Citas

Bangert, W. (1985). História da Companhia de Jesus. São Paulo, SP: Edições Loyola.

Bluteau, R. (1798). Diccionario da lingua portugueza composto pelo Padre D. Rafael Bluteau, reformado, e acrescentado por Antonio de Moraes Silva natural do Rio de Janeiro (Tomo Primeiro. A=K). Recuperado de: https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/5412

Boto, C. (1996). Iluminismo e educação em Portugal: o legado do século XVIII e XIX. Revista da Faculdade de Educação, 22(1), 1-23. https://doi.org/10.1590/S0102-25551996000100007

Burke, P. (1976). Tradition and experience: the idea of decline from Bruni to Gibbon. Daedalus, 2, 137-152. Recuperado de: https://www.jstor.org/stable/20024422

Carvalho, L. R. (1978). As reformas pombalinas da instrução pública. São Paulo, SP: Saraiva.

Carvalho, R. L. (2019). Antijesuitismo na Amazônia portuguesa. Revista Brasileira de História, 39(82), 153-173. https://doi.org/10.1590/1806-93472019v39n82-08

Chartier, R. (1990). A história cultural: entre práticas e representações. Rio de Janeiro, RJ: Difel.

Chartier, R. (2009). A história ou a leitura do tempo. Belo Horizonte, MG: Autêntica.

Falcon, F. J. C. (1982). A época pombalina: política econômica e monarquia ilustrada. São Paulo, SP: Ática.

Fernández Rdz, J., & Di Vita, E. (2004). Presença dos jesuítas no mundo científico. São Paulo: Loyola.

Ferreira Neto, E. L. (2021). Antijesuitismo. In L. E. Oliveira, & J. E. Franco (Orgs.), Dicionário dos antis: a cultura brasileira em negativo (1a ed., p. 396-403). São Cristóvão, SE: Editora UFS.

Franco, J. E. (2005). Os catecismos antijesuíticos pombalinos: as obras fundadoras do antijesuitismo do Marquês de Pombal. Revista Lusófona de Ciência das Religiões, 4(7/8), 247-268. Recuperado de: https://revistas.ulusofona.pt/index.php/cienciareligioes/article/view/4151

Franco, J. E. (2012). Génese e mentores do antijesuitismo na Europa Moderna. Lisboa, PT: CLEPUL.

Franco, J. E., & Vogel, C. (2003). As monita secreta: história de um best-seller antijesuítico. PerCursos, 4(1), 107-159. Recuperado de: https://www.periodicos.udesc.br/index.php/percursos/article/view/1462/1234

Hilsdorf, M. L. S. (2006). O aparecimento da escola moderna. Belo Horizonte, MG: Autêntica.

Le Goff, J. (2003). História e memória. Campinas, SP: Editora da Unicamp.

Leite, S. (1963). Introdução. In Estatutos da Universidade de Coimbra (1559). Coimbra, PT: Acta Universitatis Conimbrigensis.

Mateus, S. (2012). A Querela dos antigos e dos Modernos: um mapeamento de alguns topoi. Revista de História e Teorias das ideias, 29, 1-20. Recuperado de: https://journals.openedition.org/cultura/1124

Maxwell, K. (1996). Marquês de Pombal: paradoxo do iluminismo. Rio de Janeiro, RJ: Paz e Terra.

Melo, S. J. C. (n.d.). Memórias secretíssimas do Marquês de Pombal e outros escritos. Sintra, PT: Publicações Europa-América.

Monita secreta (n.d.). Monita secreta: instituições secretas dos jesuítas. São Paulo, SP: Editora a Seára.

Nunes, C. T. F. M. (2013). A Universidade de Coimbra e a Reforma Pombalina de 1772. São Cristóvão, SE: Editora da UFS.

Oliveira, N. C., Costa, C. J., & Menezes, S. L. (2017). Ciência moderna em Portugal: a “aula de esfera” no Colégio de Santo Antão. Acta Scientiarum, 39(3), 243-253. https://doi.org/10.4025/actascieduc.v39i3.28797

Pombal, M. (2008). Compêndio Histórico da Universidade de Coimbra. Porto, PT: Campo das Letras. Recuperado em de: http://www.lusosofia.net/textos/20111031-marques_de_pombal_compendio_historico_da_universidade_de_coimbra.pdf

Salles, J. G. (2016). Da calúnia à supressão: discursos sobre educação e antijesuitismo no período pombalino (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, Espírito Santo.

Serrão, J. (1971). Dicionário para a história de Portugal. Porto, PT: Livraria Figueirinhas.

Silva, A. P. (1964). A questão do sigilismo em Portugal no século XVIII: história, política e religião nos reinados de D. João V e D. José I. São Vicente Braga, PT: Tipografia Editorial Franciscana.

Wright, J. (2006). Os Jesuítas: missões, mitos e histórias. Rio de Janeiro, RJ: Relume Dumará.

Publicado
2022-10-07
Cómo citar
Cardoso, R. de P., & Aguiar, T. B. de. (2022). De las maquinaciones a las estratagemas. Revista Brasileira De História Da Educação, 22(1), e237. https://doi.org/10.4025/rbhe.v22.2022.e237
Sección
Artículo original