Educación popular, Iglesia católica e ideología anticomunista en Brasil

ambivalencias dentro del Movimiento de Educación Básica (1961-1966)

Palabras clave: dictadura militar y educación, educación popular y anticomunismo, Iglesia Católica y hegemonía, educación política

Resumen

Analizamos las relaciones entre el Movimiento de Educación de Base (MEB) y las fuerzas hegemónicas en Brasil entre 1961 y 1966, en especial la Iglesia Católica. Partimos de su recorrido inicial como una iniciativa de educación popular y de las bases de su proyecto educativo, observando que sus discusiones internas resonaban con elementos de la lucha anticomunista. Utilizamos fuentes institucionales para comprender las tensiones que llevaron a su asimilación por el régimen tras el golpe. Recurrimos a la prensa para analizar registros que cuestionaban sus intenciones educativas, comprendiendo cómo la “gestión de las pasiones políticas” fue fundamental para que la opinión pública justificara discursos y prácticas de represión frente a alternativas asumidas como contestatarias al régimen, con el apoyo inequívoco de la jerarquía católica.

Descargas

La descarga de datos todavía no está disponible.

Biografía del autor/a

Sara Evelyn Urrea-Quintero, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil

Investigadora posdoctoral en Educación en la línea de Historia de la Educación en la Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), doctora en Educación por la misma institución. Actualmente es profesora sustituta en la Universidade Federal do Paraná, en el área de Historia de la Educación. Miembro del Núcleo de Pesquisa em Educação dos Sentidos e das Sensibilidades vinculado a la UFMG.

Marcus Aurelio Taborda de Oliveira, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais

Profesor titular jubilado de la UFMG, donde forma parte del Programa de Posgrado en Educación y coordina el Núcleo de Pesquisas sobre a Educação dos Sentidos e das Sensibilidades – NUPES. Posee una beca de productividad (1B) del CNPq.

Citas

A igreja e ressurreição nordestina. (1964, 14 de novembro). O Cruzeiro, p. 127.

Alves, H. (1964, 24 de fevereiro). A unidade da Igreja. Correio da Manhã, p. 6.

A voz autorizada dos Revmos. Snrs. Arcebispos, reunidos nos dias 27, 28 e 29 de maio, no Rio de Janeiro. (1964, 7 de junho). Semana Religiosa, (849), p. 1.

Alves, K. L., & Tonnetti, F. (2021). Viver é lutar: Perspectivas políticas na coleção didática para a alfabetização de adultos do Movimento de Educação de Base. Educação em Revista, 37(1). https://doi.org/10.1590/0102-4698229648

Ansart, P. (2019). A gestão das paixões políticas (J. Seixas, Trad.). Editora UFPR.

Bielschowsky, R. (2001). Eugênio Gudin. Estudos Avançados, 15(41), 157–170. https://doi.org/10.1590/S0103-40142001000300013

Bilhão, I. A., & Alves, K. L. (2024). MEB sob suspeita: A apreensão da cartilha Viver é lutar e o golpe de 1964. Educação & Realidade, 49, e133207. https://doi.org/10.1590/2175-6236-edreal-49-e133207

Braghini, K., & Oliveira, M. A. T. de (2024). O elogio da educação e da juventude pela ditadura militar brasileira: Pistas para uma pedagogia essencialista na imprensa brasileira (1961–1975). Revista Argentina de Investigação Educativa, 4, 171–192.

Braghini, K., & Oliveira, M. A. T. de (2025). Da polissemia das palavras: Educação política e democracia na ditadura civil-militar brasileira (1964–1985). Revista Brasileira de Educação. (no prelo)

Campos, G. (1964, 6 de março). Coluna literária: Viver é lutar. Última Hora, p. 8.

Câmara, H. (1965, 8 de maio). Igreja e desenvolvimento. A Ordem, p. 1.

Cardeal diz que nada tem com cartilhas apreendidas e ignora a ação de bispos. (1964, 22 de março). Jornal do Brasil, p. 5.

Cartilhas não são comunistas. (1964, 28 de março). Diário da Noite, p. 3.

Clero reage. (1964, 25 de abril). O Jornal, p. 4.

Delgado, J. (1963, 2 de junho). Cuidar dos extremos. Jornal do Maranhão, p. 7.

Denning, M. (2005). A cultura na era dos três mundos. Francis.

Dom Távora não será ouvido no inquérito da cartilha comunista. (1964, 17 de março). Diário de Pernambuco, p. 2.

Dom Távora: MEB eleva o povo sem massificá-lo. (1964, 28 de fevereiro). Diário de Notícias, p. 6.

Editorial. (1964, 21 de fevereiro). Correio da Manhã, p. 1.

Erros vergonhosos de português. (1964, 24 de fevereiro). A Notícia, p. [xx].

Exposição da ID4 irrita católicos. (1964, 10 de setembro). Correio da Manhã, p. 14.

Fávero, O. (1982). MEB – Movimento de Educação de Base: Memória 1961/71. Fundação Getúlio Vargas – Instituto de Estudos Avançados em Educação.

Fávero, O. (2006). Uma pedagogia da participação popular: Análise da prática pedagógica do MEB – Movimento de Educação de Base, 1961–1966. Autores Associados.

Gramsci, A. (2001a). Os intelectuais. O princípio educativo. Jornalismo. In Cadernos do cárcere (Vol. 2). Civilização Brasileira.

Gramsci, A. (2001b). Temas de cultura. Ação católica. Americanismo e fordismo. In Cadernos do cárcere (Vol. 4). Civilização Brasileira.

Gudin, E. (1964, 13 de março). A cartilha de Dom Távora. O Globo, p. 2.

Horta, J. S. B. (1972). Histórico do rádio educativo no Brasil (1922–1970). Cadernos da PUC-RJ: Tópicos em Educação – Série Educação, (10), 73–124.

Importante reunião da Comissão Central da CNBB. (1966, 22 de junho). Diário de Pernambuco, p. 3.

MEC não sabe dos livros. (1964, 22–23 de fevereiro). Tribuna da Imprensa, p. 3.

MEB – Movimento de Educação de Base. (1961a). Projeto de criação do MEB.

MEB – Movimento de Educação de Base. (1961b). Planejamento.

MEB – Movimento de Educação de Base. (1963a). Relatório anual.

MEB – Movimento de Educação de Base. (1963b). Cartilha. Viver é lutar: 2º livro de leitura para adultos. Acervo CREMEJA, Fundo Osmar Fávero.

MEB – Movimento de Educação de Base. (1966, 19 de maio). Carta para a Secretaria Geral do Movimento de Educação de Base.

MEB – Movimento de Educação de Base. (n.d.). O conjunto didático “Viver é lutar”: Análise. [Manuscrito não publicado]. https://cremeja.org/a7/acervo-digital/fundo-osmar-favaro/educacao-popular-i/mep/dossie-viver-e-lutar/

M.M.A. (1963, 19 de dezembro). Informativo econômico. Diário de Pernambuco, p. 4.

Motta, R. P. S. (2009). Desafios e possibilidades na apropriação de cultura política pela historiografia. In R. P. S. Motta (Org.), Culturas políticas na história: Novos estudos. Argumentvm.

Motta, R. P. S. (2021). Passados presentes: O golpe de 1964 e a ditadura militar. Zahar.

Muezim. (1963, 21 de julho). Novela & novelo. Jornal do Maranhão, p. 8.

Napolitano, M. (2015). Recordar é vencer: As dinâmicas e vicissitudes da construção da memória sobre o regime militar brasileiro. Antíteses, 8(15), 9–45.

Oliveira, G. M. de (2021). Anticomunismo. In L. E. Oliveira & J. E. Franco (Orgs.), Dicionário dos antis: A cultura brasileira em negativo (pp. 145–152). Pontes Editores.

Os bispos de Goiás antecipam-se à demagogia comunista. No plano “Por um mundo melhor”. (1962, 4 de fevereiro). A Cruz, p. 1.

Penúria sujeita o SERB à orientação comunista. (1964, 24 de março). Diário da Noite, p. 2.

Roldán Vera, E., & Fuchs, E. (2021). O transnacional na história da educação. Educação e Pesquisa, 47, e470100301. https://doi.org/10.1590/S1517-97022021470100301trad

Sá Netto, R. (2024). O partido da fé capitalista: Imperialismo religioso e dominação de classe no Brasil. Da Vinci.

Soares, L., & Fávero, O. (Orgs.). (2009). Primeiro Encontro Nacional de Alfabetização e Cultura Popular. MEC/UNESCO.

Távora, J. (1964, 1 de março). [Declaração]. Jornal do Brasil, p. 25.

Távora, J. (1964, 27 de março). [Declaração]. Última Hora, p. 7.

Thompson, E. P. (1987). A formação da classe operária inglesa (3 vols.). Paz e Terra.

Williams, G. (1950). La radio y la educación fundamental en las regiões insuficientemente desarrolladas. UNESCO.

Williams, R. (2003). La larga revolución. Nueva Visión. (Obra original publicada em 1961).

Publicado
2025-11-18
Cómo citar
Urrea-Quintero, S. E., & Oliveira, M. A. T. de. (2025). Educación popular, Iglesia católica e ideología anticomunista en Brasil. Revista Brasileira De História Da Educação, 25(1), e387. https://doi.org/10.4025/rbhe.v25.2025.e387
Sección
Artículo original