Ciência moderna em Portugal: a ‘aula da esfera’ no colégio de Santo Antão

Autores

  • Natália Cristina de Oliveira Universidade Estadual de Maringá
  • Célio Juvenal Costa Universidade Estadual de Maringá
  • Sezinando Luiz Menezes Universidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascieduc.v39i3.28797

Palavras-chave:

Companhia de Jesus, história da ciência, ciência jesuítica, Portugal do século XVI.

Resumo

Com a chegada da Companhia de Jesus a Portugal, em 1540, passam a ser criados pela Coroa os colégios jesuíticos. O Colégio de Santo Antão, em Lisboa, foi a primeira instituição educacional dos jesuítas, criado em 1553. Propomos uma discussão dos principais objetivos, das características e das dificuldades da ordem religiosa jesuítica no território português, bem como uma apresentação de uma das aulas mais importantes desse Colégio: a ‘Aula da Esfera’. Os padres consideravam fundamental o ensino naquele Colégio de questões relacionadas à matemática e à astronomia, pois, por meio dessas disciplinas, abordavam a teoria e a prática de itens e de conceitos, como o telescópio, os logaritmos, as equações, a geometria, entre outras. As grades curriculares desse centro de ensino incluíam, além das Ciências e Matemática, disciplinas como: Latim, Gramática, Humanidades, Retórica e introduções à Teologia Moral, à Teologia Dogmática e à Filosofia, consideradas únicas ao ensino no contexto português. Estudar o Colégio de Santo Antão ajuda-nos também a compreender como eram consideradas essas inovações no ensino, no caso jesuítico, na conjuntura temporal de Portugal no século XVI. Entendemos que o Colégio, principalmente pelas inovações, foi essencial para o desenvolvimento da ciência portuguesa.

 

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Biografia do Autor

  • Natália Cristina de Oliveira, Universidade Estadual de Maringá

    Doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Mestre em Educação na área de História e Historiografia da Educação pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Integrante do grupo de pesquisa interinstitucional Educação, Cultura e História: Brasil, séculos XVI, XVII e XVIII (DEHSCUBRA); do Laboratório de Estudos do Império Português (LEIP) e do Grupo de Pesquisa em Educação (GEPEDUC/UENP - CCP). Possui Especialização em Políticas Públicas para a Educação e Especialização em Educação Especial e Inclusiva, ambos pela Universidade Estadual do Norte do Paraná - Campus Cornélio Procópio (UENP - CCP). Formada em Licenciatura Plena em Pedagogia (2010), pela mesma Universidade. Tem experiência na área da Educação.

  • Célio Juvenal Costa, Universidade Estadual de Maringá

    Possui graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1987), mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Maringá (1996) e doutorado em Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba (2004). Atualmente é docente da Universidade Estadual de Maringá, dos cursos e Pedagogia nas modalidades presencial e a distância e do mestrado e doutorado em Educação. É coordenador adjunto do curso de graduação em Pedagogia a Distância. A área de pesquisa em que atua é Educação, Cultura e História do Brasil Colonial, escrevendo artigos, apresentando trabalhos em eventos, orientando na graduação, mestrado e doutorado. Participa do grupo de pesquisa interinstitucional Educação, Cultura e História: Brasil, séculos XVI, XVII e XVIII (DEHSCUBRA) e do Laboratório de Estudos do Império Português (LEIP) da Universidade Estadual de Maringá.

  • Sezinando Luiz Menezes, Universidade Estadual de Maringá

    Bolsista do Programa Nacional de Pós Doutorado CAPES no PPIFOR da Universidade Estadual do Parana. Graduado em História pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1986), mestre em História Econômica pela Universidade de São Paulo (1992) e doutor em História Econômica pela Universidade de São Paulo (1999). Professor associado do Departamento de História e do programa de pós-graduação em História da Universidade Estadual de Maringá. Atua nas áreas de História do Império Português da época moderna e História da América portuguesa, estudando os seguintes temas: colonização, escravidão, jesuítas, engenhos, cristãos-novos e Antonio Vieira.

Publicado

2017-05-22

Edição

Seção

História da Educação

Como Citar

Ciência moderna em Portugal: a ‘aula da esfera’ no colégio de Santo Antão. (2017). Acta Scientiarum. Education, 39(3), 243-253. https://doi.org/10.4025/actascieduc.v39i3.28797

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