MULHERES NA EDUCAÇÃO, NA IMPRENSA E NA FOTOGRAFIA: FONTES, ARQUIVOS E PATRIMÔNIO HISTÓRICO FEMININO
CHAMADA TEMÁTICA
MULHERES NA EDUCAÇÃO, NA IMPRENSA E NA FOTOGRAFIA: FONTES, ARQUIVOS E PATRIMÔNIO HISTÓRICO FEMININO
Organizadoras:
Elizabeth Figueiredo de Sá (Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT)
Margarida Louro Felgueiras (Universidade do Porto – Portugal)
Maria Celi Chaves Vasconcellos (Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ)
Resumo
De acordo com Censo Escolar 2024 da Educação Básica[1] foram registrados 2.367.777 docentes atuando nas redes pública e privada, em todo o país. No que tange ao perfil de gênero, o censo explicita uma informação que não se alterou muito nas últimas décadas: a categoria é majoritariamente feminina, com cerca de 79% de professoras. Já o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) corrobora esses dados em seu site: “Em 2024, foram contabilizados 2,4 milhões de professores e 163.987 diretores na educação básica. Quem exerce cargo de direção, em sua maioria, tem formação superior (91,5%) e é mulher (80,6%)"[2]. Essas estatísticas, entretanto, não condizem com o lugar ocupado pelas mulheres nas pesquisas e nos arquivos de patrimônio histórico-educativo. As pesquisas sobre mulheres na educação, a partir de diferentes fontes historiográficas, sejam elas a imprensa, a fotografia, o patrimônio histórico-cultural, demonstra que ainda se investiga e se produz pouco sobre o protagonismo feminino, em especial, de mulheres professoras. Nos acervos arquivísticos/museológicos a proporção de coleções e fundos entre homens e mulheres também revela dados muito próximos aos do Censo Escolar 2024. Nas casas de guarda e patrimônio do país, com o maior número de arquivos pessoais disponíveis à pesquisa, aproximadamente 20% desses arquivos são de mulheres e quando elas aparecem, é comum que sua evidência esteja relacionada a um arquivo masculino. Nessa perspectiva, esta Chamada Temática Mulheres na educação, na imprensa e na fotografia: fontes, arquivos e patrimônio histórico feminino tem como objetivo desinvisibilizar mulheres, assim como suas representações públicas, sobretudo, em jornais da época, que dizem muito sobre a construção da feminilidade que chega aos nossos dias. Em um plano mais específico buscamos mostrar como mulheres foram protagonistas em distintos projetos, embora silenciadas e esquecidas posteriormente. Em termos metodológicos, remete-se a uma pesquisa documental, com a análise de fontes constituídas por jornais, revistas, egodocumentos, cadernos, fotografias, cartas, livros, entre outros. O referencial teórico abrange autores e autoras cujos escritos trazem suportes para a interrogação das fontes, a fim de torná-las capazes de responder às problematizações de significado histórico, desde conteúdos específicos relacionados à educação, até o exame detalhado da condição feminina exposta ao público na imprensa periódica.
Palavras-chave: Mulheres; Educação; Imprensa periódica; Arquivos; Patrimônio feminino.
Período de submissão: 28/04//2026 a 30/07/2026.
Previsão de Publicação: 3. Lote de 2027.
[1] Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/pesquisas-estatisticas-e-indicadores/censo-escolar/resultados
[2] Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/centrais-de-conteudo/noticias/censo-escolar/mec-e-inep-contextualizam-resultados-do-censo-escolar-2024
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