Explorando o papel das rubricas no processo de avaliação em História: uma revisão de escopo
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascieduc.v48i1.75768Palavras-chave:
ensino de história; avaliação; rubricas.Resumo
Este artigo apresenta uma revisão de escopo sobre o uso de rubricas de avaliação no campo do ensino de História, mapeando como a literatura internacional aborda essa prática. O estudo tem como objetivo investigar as evidências disponíveis sobre a aplicação de rubricas em diferentes níveis educacionais, respondendo à seguinte pergunta de pesquisa: Como a literatura internacional aborda a aplicação e o impacto das rubricas nos diversos níveis de ensino de História? A avaliação formativa, compreendida como uma estratégia de acompanhamento contínuo da aprendizagem, surge como contraponto à s práticas avaliativas tradicionais centradas na memorização. Nesse contexto, as rubricas são identificadas como ferramentas capazes de ampliar a objetividade, a transparência e a coerência entre as práticas avaliativas. A revisão analisou 17 artigos publicados entre 2014 e 2024, extraídos das bases de dados Web of Science, Scopus e Oasisbr. Os critérios de inclusão priorizaram estudos empíricos e teóricos que abordassem explicitamente o campo do ensino de História. Os resultados indicam que as rubricas são mais frequentemente empregadas na avaliação de metodologias ativas de aprendizagem, produções escritas e no desenvolvimento do pensamento histórico e de competências históricas. No entanto, poucos estudos consideram as rubricas como objeto principal de investigação, sendo elas geralmente referenciadas apenas como parte de abordagens metodológicas mais amplas. O estudo conclui que as rubricas possuem considerável potencial como instrumentos pedagógicos para promover uma avaliação mais equitativa e formativa no ensino de História. No entanto, sua implementação eficaz requer formação docente específica. O artigo recomenda o investimento em programas de formação continuada que preparem os educadores para a construção e aplicação de rubricas alinhadas aos objetivos da educação histórica. Além disso, destaca a necessidade de pesquisas que investiguem os efeitos de longo prazo do uso de rubricas sobre as habilidades críticas, reflexivas e narrativas dos estudantes ao longo de suas trajetórias acadêmicas.
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