Uma crítica marxista à interdisciplinaridade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascieduc.v41i1.37750

Palavras-chave:

disciplinaridade, totalidade, marxismo

Resumo

O objetivo desse artigo é investigar as contribuições da crítica marxista para os estudos ligados ao tema da interdisciplinaridade. O percurso metodológico dessa investigação foi a pesquisa bibliográfica da obra marxista e de pensadores que buscam alternativas para se superar a lógica disciplinar do ensino. São expostas as fragilidades das visões não dialéticas do ensino, em suas propostas multi, inter ou transdisciplinar. Destaca-se a ênfase dessas visões na individualidade e na educação não crítica, capaz de levar os educadores a um ensino meramente técnico. Elas abordam a interdisciplinaridade como um fenômeno que brotou isoladamente da sociedade, isto é, ponderam o tema como se ele fosse puramente um resultado natural do processo social. Defende-se a necessidade de se refazer a totalidade perdida, através da reaproximação com o pensamento dos fundadores do materialismo histórico e dialético. A totalidade, sob a compreensão marxista, é uma categoria capaz de contribuir para o tema e é entendida como uma síntese das múltiplas formas que possui um objeto concreto, incluindo sua historicidade. Essa categoria pressupõe que o conhecimento das partes e do todo conjectura uma reciprocidade, como forma de superar a fragmentação, de construir as múltiplas determinações e de avançar rumo a uma nova forma de sociedade.

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Biografia do Autor

  • Raphael Alves Feitosa, Universidade Federal do Ceará
    Prof. do Departamento de Biologia. Docente do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática.

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Publicado

2019-04-24

Edição

Seção

História e Filosofia da Educação

Como Citar

Uma crítica marxista à interdisciplinaridade. (2019). Acta Scientiarum. Education, 41(1), e37750. https://doi.org/10.4025/actascieduc.v41i1.37750