A noção de individuação em Jung e a educação

Autores

  • Cezar Luís Seibt Universidade Federal do Pará

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascieduc.v45i1.55175

Palavras-chave:

indivíduo; coletividade; individuação; desenvolvimento; formação humana.

Resumo

O artigo apresenta algumas das reflexões produzidas por Carl Gustav Jung no que se refere à relação entre o indivíduo e a sociedade, e verifica as contribuições que ele traz para entendermos melhor o nosso tempo e os processos de formação e o desenvolvimento humano. Essa polaridade tem importância fundamental na compreensão de nós mesmos e do nosso dever-ser, sobretudo porque tendemos normalmente para um ou outro extremo da tensão. Hoje, segundo seu diagnóstico, predomina a tendência da identificação com alguma função coletiva, definhando o desenvolvimento e aprimoramento pessoal. Importa, assim, primordialmente ajustar-se e identificar-se com um papel social oferecido pela comunidade da qual participamos; e a educação contribui com esse ideal de ajustamento e conformidade. O desafio, por isso, é a integração entre o mundo interno e o mundo externo, com o desenvolvimento da pessoa a partir da comunhão entre seus diversos aspectos, inclusive das suas sombras. É o processo de individuação, por meio do qual há a aproximação com o ideal arquetípico do Si-Mesmo. Logo, não se trata de negligenciar o desenvolvimento social, mas de associar a ele o apelo que vem da singularidade, integrando as duas exigências em um todo mais elevado.

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Publicado

2022-10-06

Edição

Seção

História e Filosofia da Educação

Como Citar

Seibt, C. L. (2022). A noção de individuação em Jung e a educação. Acta Scientiarum. Education, 45(1), e55175. https://doi.org/10.4025/actascieduc.v45i1.55175

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