O abolicionismo e a dialética do senhor e do escravo: apontamentos para o ensino de História
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascieduc.v48.i1.76907Palavras-chave:
ensino de história; Brasil império; teoria crítica da sociedade.Resumo
O artigo analisa as contradições do processo histórico referente à abolição da escravidão no Brasil (1822-1888). Apresenta-se uma reflexão dialética acerca do abolicionismo como contraponto ao ensino pautado no positivismo, presente no livro didático e no currículo (BNCC). A consciência histórica do problema da escravidão remete diretamente à Revolução Francesa e, por extensão, à independência do Haiti e seus ‘jacobinos negros’. Eventos extraordinários que trouxeram consigo os ideais de liberdade e de libertação do jugo aristocrático e da dominação colonial, respectivamente. Fatores estes que levam, segundo a tese de Buck-Morss (2017), à elaboração da ‘dialética do senhor e do escravo’, na Fenomenologia do espírito, de Hegel. Tomar consciência do espírito de liberdade é algo que aparece irrefletido no ensino de História do período, no qual a crítica dialética é preterida e a emancipação subsumida na temporalidade homogênea e cronológica.
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