La casa de Santa Rita en la ciudad de Dourados: los orígenes del cuidado y la ‘etiqueta civilizadora’ (1965-1982)
Resumen
La historia del abandono infantil y de las iniciativas de atención a esta población que requiere asistencia y cuidados sociales se remonta a siglos atrás, involucrando a diversas instituciones, tanto religiosas como estatales. Este artículo tiene como objetivo presentar aspectos de una entidad filantrópica y acogedora, desde su fundación, mostrando sus instalaciones, las principales características de su organización estructural, centrándose especialmente en la primera gestión de Lar Santa Rita, que abarcó el período de 1965 a 1982, dado que la institución tiene una larga trayectoria y se ha configurado, hasta ahora, como un espacio que recibe a niños con antecedentes de abandono. Nos acercaremos a la sociología figuracional de Norbert Elias como referente teórico, para analizar las fuentes y documentos institucionales representados por actas, diarios, libros de inscripción, listas de hijos, libros de tiempo de empleados, invitaciones, cartas. Además, el corpus documental comprende cuatro entrevistas a sujetos que formaron parte de la historia de la institución, dentro del marco temporal señalado. Como resultado de la investigación se infirió que Lar Santa Rita era una institución necesaria dado el alto número de niños abandonados en la región, lo cual se puede evidenciar en la documentación analizada. La concepción de la institución, en diferentes momentos, fue acoger, asistir, cuidar y 'civilizar a los niños' en torno a estándares, normas y una etiqueta de comportamiento que cumpliera con los estándares de la sociedad de su tiempo: el grupo financió y dirigió la institución en su primera dirección, es decir, las mujeres douradenses pertenecientes a la ‘buena sociedad’, las ‘damas de la caridad’.
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